Dor crônica afeta 30% da população mundial; Especialista explica como tratá-la

A dor crônica, por definição, é aquela que persiste por mais de três meses e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população em todo mundo são afetadas por algum tipo de dor constante.

Entre os relatos mais comuns de dores crônicas estão a cefaleia (dor de cabeça), hérnia de disco lombar, lombalgias, reumatismo e fibromialgia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), ao menos 37% da população brasileira, cerca de 60 milhões de pessoas, relatam dores de forma crônica.

Além de afetar a rotina, conviver com dores também prejudica a qualidade de vida, é o que explica Marcus Pereira, fisioterapeuta do Hospital Yutaka Takeda (HYT), unidade localizada em Parauapebas, no interior do Pará.

De acordo com o especialista, a dor crônica pode ser noceptiva ou neuropática. “A dor crônica noceptiva surge devido a uma lesão ou inflamação dos tecidos da pele, o que é detectado pelos sensores do sistema nervoso como uma ameaça e persiste enquanto a causa não for resolvida. Entre as causas possíveis estão lesões como pancadas, fraturas, entorse, tendinite, infecção e contraturas musculares”, explica.

Já em relação a dor crônica neuropática o fisioterapeuta comenta que ela acontece por disfunção do sistema nervoso, seja no cérebro, medula ou nervos periféricos. É comum que surja na forma de queimação, agulhadas ou formigamento.

“O diagnóstico é feito por meios de avaliação clínica e, para cada uma delas, há um tratamento específico”, destaca Pereira. Além disso, o fisioterapeuta ressalta que dores de cabeça, por exemplo, são negligenciadas.

“Negligencia-se a dor de cabeça em todos os sentidos. As pessoas acabam não procurando ajuda, abusam de remédio, que é também uma causa importante de dores de cabeça”, disse Marcus.

O profissional ainda alerta sobre os riscos do uso indiscriminado de remédios para dores de cabeça, que pode piorar o quadro. “Os medicamentos analgésicos mais comuns, se tomados mais de três vezes por semana, já é algo considerado abuso. E o próprio remédio pode se tornar um gatilho”, explica.

Dor crônica tem tratamento?

O tratamento envolve muitos cuidados e vai além de só focar na dor. É importante tratar a causa para obter resultados mais satisfatórios. O tratamento medicamentoso é indicado por meio de analgésicos e pode ser combinado com métodos físicos. Em casos extremos, a intervenção cirúrgica é considerada uma possibilidade.

Marcus Pereira afirma que a fisioterapia e outras terapias são fundamentais para atenuar a dor. “Melhorar a condição de dor é fundamental para uma boa reabilitação”, reforçou.

A adoção de hábitos saudáveis como a prática de atividades físicas, de acordo com a indicação médica, e uma alimentação balanceada são as melhores combinações para melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com dores constantes.

Qualidade assistencial

O Hospital Yutaka Taketa foi construído pela Vale em 1986, sendo gerenciado pela entidade filantrópica Pró-Saúde desde 1997. A unidade está localizada em meio a Floresta Nacional de Carajás e realizou mais de 200 mil atendimentos em 2020.

O HYT é reconhecido como um dos melhores hospitais do Brasil, com a certificação ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), que atesta padrões internacionais de segurança e qualidade assistencial voltado ao paciente.

O hospital também foi a primeira unidade de saúde no Brasil certificada pelo Programa Nacional de Qualidade (PNQ), do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e possui o selo “Green Kitchen”, concedido pela Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (FUPAM).