Cuidados no verão: especialista dá dicas para evitar casos de intoxicação alimentar e desidratação

Com a chegada do verão e o seu marcante aumento na temperatura média diária, a desidratação e o risco de intoxicação alimentar tornam-se mais comuns e, por isso, alguns cuidados devem ser reforçados para que você possa aproveitar de forma saudável e segura.

Segundo Nathalia Lobato, nutricionista que atua no Hospital Yutaka Takeda (HYT), gerenciado pela Pró-Saúde em Parauapebas, qualquer alimento que for preparado com muita antecedência e não armazenado de forma apropriada, ou sem os cuidados de higiene adequados, pode servir como meio de cultura para as bactérias.

A especialista explica que a intoxicação alimentar é uma reação causada pela produção de toxinas, que se dá durante a multiplicação de algumas bactérias, principalmente, quando o alimento é mal-acondicionado.

“Por isso, nesta época de altas temperaturas é necessário ter uma atenção redobrada com a higienização, o preparo e o armazenamento dos alimentos. Esses cuidados são fundamentais para prevenir a intoxicação alimentar”, disse a nutricionista.

A intoxicação alimentar pode apresentar desde sintomas leves e moderados, que variam entre dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia – ocasionando desidratação –, até casos mais extremos, com quadros abdominais graves com risco de paralisia muscular, com consequente parada respiratória. A nutricionista alerta que, uma vez identificada a suspeita de intoxicação alimentar, é essencial buscar atendimento médico para avaliação e tratamento.

Outro ponto importante é em relação à hidratação. De forma geral, recomenda-se a ingestão de, pelo menos, dois litros de água diariamente. “Mas esse valor pode variar dependendo da rotina de cada pessoa. Temperatura, exposição solar e atividade física são os fatores mais comuns que aumentam o volume de água necessária a ser reposta no organismo”, destacou Nathalia.

Vale lembrar que a reposição hídrica indicada pode ser feita de várias formas, não necessariamente com a ingestão apenas de água. “Você também repor essa demanda ingerindo sucos, chás gelados, água de coco, bebidas isotônicas, frutas com alto teor de água como melancia, melão, abacaxi, laranja, uva, entre outros”, finalizou.

 Como prevenir?

As dicas de prevenção são essenciais para evitar a intoxicação alimentar nas crianças, bem como em toda família. Confira:

  • Lavar bem os alimentos antes do consumo e os utensílios em que eles serão preparados;
  • Evitar a ingestão de alimentos com procedência e armazenamento duvidosos, principalmente se estiverem crus (a maior parte das bactérias e suas toxinas é destruída com temperaturas de cozimento (superiores à 100°C);
  • Caso faça refeições fora de casa, é importante verificar as condições de higiene do local;
  • Se for ingerir alimentos embutidos, verificar prazos de validade e condições de armazenamento e, no caso dos enlatados, nunca ingerir alimentos provenientes de latas que estejam “estufadas” (é um sinal de proliferação inadequada das bactérias).

Assistência segura

O Hospital Yutaka Taketa foi construído pela Vale em 1986, sendo gerenciado pela entidade filantrópica Pró-Saúde desde 1997. A unidade está localizada em meio a Floresta Nacional de Carajás e realizou mais de 200 mil atendimentos em 2020.

O HYT é reconhecido como um dos melhores hospitais do Brasil, com a certificação ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), que atesta padrões internacionais de segurança e qualidade assistencial voltado ao paciente.

O hospital também foi a primeira unidade de saúde no Brasil certificada pelo Programa Nacional de Qualidade (PNQ), do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e possui o selo “Green Kitchen”, concedido pela Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (FUPAM).