Hospital Yutaka Takeda alerta para os riscos da automedicação durante a pandemia

_O uso indiscriminado de medicamentos pode causar danos para a saúde como alergias ou intoxicações_

Na semana em que é celebrado o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos (5/5), o Hospital Yutaka Takeda (HYT), gerenciado pela Pró-Saúde em Parauapebas (PA), faz um alerta sobre os perigos de usar medicamentos por conta própria. A prática, infelizmente comum entre os brasileiros, pode trazer riscos à saúde. A situação se agrava em meio à pandemia do novo coronavírus, já que a doença tem sintomas iniciais parecidos com uma gripe comum e há um fácil acesso à medicamentos como analgésicos, antitérmicos, antigripais e anti-inflamatórios.

A farmacêutica do HYT, Sheila Machado, ressalta que toda e qualquer medicação deve ser prescrita por um médico, que trata cada paciente de forma individualizada. “Seguir orientações de vizinhos, amigos e até familiares, é muito perigoso, já que a dosagem, a forma de administração e a eficácia podem mudar de paciente para paciente. O que faz bem para uma pessoa, pode ocasionar efeitos colaterais na outra, que podem ser desde uma urticária (coceiras), até uma intoxicação”, frisou a profissional. “Há ainda a questão de doenças pré-existentes, como diabetes e hipertensão, onde muitas vezes o paciente já utiliza medicamentos contínuos, que podem ocasionar uma interação medicamentosa muito perigosa”, complementou

Sheila ainda ressalta que nesse período de pandemia, onde todos estão mais preocupados em cuidar da saúde, algumas pessoas acabam fazendo o uso indiscriminado de vitaminas e minerais, indicados por colegas ou porque viram na internet. “É necessário ter cautela neste momento e sempre buscar a orientação de um profissional médico ou farmacêutico, mesmo que para uma simples vitamina”, enfatizou Sheila.

A Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, ainda não possui um tratamento oficial. Por isso, cada paciente é tratado de acordo com seu quadro clínico e sintomas, e levando em conta suas particularidades e grau de intensidade dos sintomas.

“Atualmente há uma procura enorme da população pela hidroxicloroquina. O remédio foi liberado para tratamento da Covid-19, porém utilizar esse medicamento sem acompanhamento médico pode causar danos à graves saúde, como cegueira e anemia. Além disso, uma alta demanda de mercado pode ocasionar que pacientes que utilizam continuamente este medicamento, para tratar outras doenças onde a eficácia é comprovada, tenham dificuldade em encontrar o insumo, prejudicando seus tratamentos”, finalizou.

Sobre o Hospital Yutaka Takeda
O Hospital Yutaka Takeda foi construído pela Vale em 1986 e é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar desde 1997. A unidade possui importantes certificações como, por exemplo, a de Hospital Acreditado com Excelência – ONA 3, reconhecimento concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, foi o primeiro Hospital no Brasil certificado pelo Programa de Qualidade (PNQ) do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN).

A unidade possui estrutura para atender casos de baixa e média de complexidade, e conta atualmente com 37 leitos divididos em enfermarias, apartamentos individuais, isolamento, assistência semi-intensiva e neonatal, além de três salas no Centro Cirúrgico, pronto-socorro 24h e um serviço de consultas com 20 diferentes especialidades médicas. O HYT oferta ainda exames laboratoriais e de imagem, além de serviço de imunização, que dispõe de vacinas para crianças, adultos, idosos e viajantes.

Sobre a Pró-Saúde
A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.
Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente, realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.